A Abolição da escravidão, não terminou!

Por: Marcos Antonio de Araújo
Em 13 de Maio de 1888, tinha fim, umas das páginas mais tristes da nossa história, a escravidão. Foram mais de três séculos, de que o povo africano, foi arrancado de suas terras para ser mão de obra além-mar. Já passado mais de um século da abolição e sendo o último país a abolir a escravidão nas Américas, temos ainda essa forma perversa viva nas relações de trabalho.
Nas palavras do abolicionista Joaquim Nabuco, a escravidão permanecerá por muito tempo como característica nacional. Essas palavras confirmam que a chaga da escravidão ainda está presente na vida de milhares de brasileiros e estrangeiros. Uma breve pesquisa nos gráficos do site Repórter Brasil http://reporterbrasil.org.br/dados/trabalhoescravo/, afirma essa premissa, que a escravidão ainda continua fazendo vítimas, sendo um assunto silenciado pelos grandes meios de comunicação.
Mas por que desse silêncio? Isso deve ao modelo capitalista e globalizado, fazendo com que empresas adotem um modelo para a maximização dos lucros e diminuição dos prejuízos. Vemos também, esse tipo notícia não apresenta relevância nos grandes conglomerados de comunicação, por que as próprias são sustentadas por dinheiro advindo das empresas que praticam a escravidão.
Um outro ponto recorrente, é que as grandes marcas utilizam de atravessadores para a terceirização da mão de obra, vimos nesse cenário que as empresas procuram ficar isentas em relação as obrigações trabalhistas, além de distanciar a sua imagem em um tema tão delicado.
A escravidão moderna tem como vítimas, pessoas de diversas origens, uma população marginalizada, que é obrigada a trabalhar por casa e comida, para sobreviver num mercado tão desigual e cruel. Precisamos do fortalecimento da justiça do trabalho e veiculação da lista de empresas que praticam trabalho escravo e responsabilidade das empresas em toda sua cadeia de trabalho.
Hoje, devemos estar atentos a lei da terceirização já aprovada pelo Congresso Nacional e as reformas trabalhista e previdência que nesse momento, se encontram em processo de tramitação, podendo tornar-se um retrocesso nas leis que foram conquistadas através de muito sangue e luta. Não podemos aceitar esse afronte, onde novas embalagens apresentam características de velhos hábitos.

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