Bibliotecário: um profissional além dos livros das estantes.

Você precisou fazer faculdade para trabalhar na biblioteca? Essa é pergunta que eu costumeiramente respondo para as pessoas que me fazem essa indagação sobre a profissão que eu escolhi para minha vida. Eu começo minha história nessa área, em 2001, quando iniciei no curso de técnico de biblioteconomia do Senac SP. Para um jovem perdido em relação aos seus objetivos profissionais, o curso foi essencial para direcionar para o mercado de trabalho. Tanto que 2003, comecei a trabalhar no sistema de bibliotecas da Universidade Nove de Julho – Uninove, que aprendi como nunca desenvolver o meu lado profissional e pessoal. Depois de quase 2 anos, trabalhando na biblioteca, decidi que o meu próximo passo seria a realização de um curso de graduação. A Faculdade escolhida foi a Fundação Escola e Sociologia e Política do Estado de São Paulo, tradicional faculdade de biblioteconomia inserida no centro da capital paulistana. Entre 2005 a 2008, foram tempos de luta e muito aprendizado, que me proporcionaram evolução pessoal e profissional. Um ano depois da conclusão do curso (2008), foi o ano de reorientação da minha bussola profissional, precisava mudar de rotas, almejar novos caminhos. Foi com esse desejo, que prestei para o concurso para Etec de Sapopemba e felizmente passei, porém, a minha experiência como bibliotecário somente foi iniciada em Janeiro de 2010. A primeira experiência como bibliotecário e sendo o profissional responsável pela organização da Biblioteca da Etec de Sapopemba. Foram tempos, de organização do acervo, verificando os materiais seriam mais pertinentes para a composição da biblioteca. Esse ato de separar o “joio do trigo” foi primordial para o acervo que temos hoje em dia. Junto com esse processo, houve a experiência que eu mais gosto na minha profissão que é a mediação sócio- cultural junto aos alunos. Por ter trabalhado, anteriormente com um público adulto, trabalhar com o público mais jovem seria mais um grande desafio profissional. Tenho como convicção que o papel do bibliotecário não é somente um profissional que organiza livros, mas um profissional que pode ser de vital importância para disseminar informações que agregue ao conhecimento da comunidade escolar e ser um mediador social e cultural, para aproximar os educandos do que está acontecendo no mundo e as manifestações culturais originadas pelos diversos povos. O profissional bibliotecário é de vital importância nos dias atuais, para mostrar aos educandos, que a informação pode ser importante para o seu desenvolvimento profissional e pessoal.

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OS 10 ANOS DA ETEC DE SAPOPEMBA, O DIA 10 DE JULHO E A MATRÍCULA DE NÚMERO 10.000

Por: Denis Le Senechal Klimiuc e Flávia Paes do Amaral Cassemiro

Que a Etec de Sapopemba completará 10 anos em 2017 você já deve ter percebido, mas especificamente no mês 10! Porém que no mês de julho, exatamente no dia 10 realizamos nossa matricula de número 10.000 posso apostar que é novidade…  E já que estamos cercados dessas coincidências, porque não falarmos sobre o número 10?

Sabemos que antigamente os homens se comunicavam por meio de desenhos, sinais e sons. Com o tempo os sons foram se transformando em palavras e os desenhos em escrita e em um dado momento o homem percebeu a necessidade de contar as coisas e foi aí que surgiu os números!

Para o Filósofo e Matemático Pitágoras “O princípio de tudo é o número”. Ele acredita que a dezena representa o sagrado e é no número 10 que Pitágoras enxerga a criação do Universo, por isso, tem um grande respeito pelo mesmo.

Como não se lembrar dos 10 mandamentos e das 10 pragas do Egito?

E você já percebeu que a soma dos quatro primeiros números é igual a 10?

Já que estamos no país do futebol, não podemos deixar de lembrar que, o craque do time é o número 10!

Nas escolas, todo bom aluno tira o seu 10 e sai feliz da vida da aula, em nossa Etec, o MB com louvor!

O bom mesmo é saber que todo o esforço e luta dos moradores, de professores e funcionários, de alunos e seus familiares que por aqui passaram ou passam tem um gostinho especial: a conquista e a estabilização de uma instituição de ensino feita por quem ama educação para aqueles que enxergam em nossos cursos uma oportunidade para melhorar de vida e, quem sabe, tirar o tão sonhado 10, no vestibular, na faculdade, naquela entrevista de emprego.

Ah, e não se esqueça de compartilhar bons momentos vivenciados em nossa escola acompanhado da #EtecdeSapopemba10anos!

SÃO PAULO: UMA CIDADE ALÉM DOS SHOPPINGS-CENTERS

Por: Marcos Antonio Araujo
São Paulo é uma cidade que pulsa em sua diversidade cultural, apresentando um ampliando leque de opções para seus moradores e turistas. Porém, ainda vemos exemplos de pessoas que não aproveitam da potencialidade cultural de São Paulo para agregar ao seu repertório cultural. Pensando assim, o blog na mosca, pensou em 10 lugares culturais interessantes, para se visitar e sair da mesmice de shoppings e afins.
1: Centro Cultural São Paulo
No jardim suspenso entre a liberdade e o paraíso, contempla-se a idas e vindas dos carros na 23 de Maio, mais isso é somente uma das características do Centro Cultural São Paulo que é equipado com salas para apresentações teatrais, musicais e para projeções cinematográficas, biblioteca, e a famosa Gibiteca do Henfil e até a presença de uma discoteca
http://www.centrocultural.sp.gov.br
2. Centro Cultural Banco do Brasil
Quem anda na Rua Álvares Penteado, 112, esquina com a Rua da Quitanda, fica maravilhado com a beleza do edifício que foi erguido no início do século 20 e foi agência do Banco do Brasil e atualmente é usado pelo mesmo banco, como um centro cultural que oferece apresentações teatrais, musicais, projeções cinematográfica e concorridas exposições.Centro Cultural Banco do Brasil
http://culturabancodobrasil.com.br/portal/sao-paulo/
3. Itaú Cultural
Num dos maiores arranha-céus da cidade São Paulo, precisamente no número 149 da Avenida Paulista, fica localizado o espaço Itaú Cultural, que tem como alicerce a pesquisa, produção, incentivo e difusão de manifestações artístico-intelectuais. Um espaço equipado com sala para teatro, espaço para exposições e uma biblioteca dedicada a pesquisa e à divulgação da produção artística e cultural brasileira.
http://www.itaucultural.org.br/
4. Caixa Cultural
Quando andamos pela Praça da Sé, verificamos um monumento de mármore, simbolizando o marco zero da cidade e poucos edifícios que mostram a São Paulo do passado. Um dos prédios que preserva essa história, está no número 111, há 100 m do metrô, precisamente no edifício Sé, um prédio histórico que funciona a Caixa Cultural. Com uma programação diversificada que proporciona espetáculos de dança, teatro, shows, debates e leituras dramáticas.
http://www.caixacultural.com.br/sitepages/unidade-home.aspx?uid=9
5. Museu da Imigração
Em 1887, foi inaugurado a hospedaria de imigrantes, no bairro tradicional da Moóca. Seguindo a onda imigratória iniciada no final do século 19, São Paulo recebeu imigrantes e migrantes que vieram trabalhar nas indústrias e nas lavouras e tiveram a hospedaria como espaço para abrigo e encaminhamento para novos empregos. Hoje, o espaço serve como Museu da Imigração que de preserva e dissemina a história de estrangeiros e brasileiros que ajudaram a construir São Paulo
http://museudaimigracao.org.br/
6. Sesc Pompéia
Em uma antiga fábrica de tambores e geladeiras, revitalizada pela arquiteta Lina Bo Bardi, que aproveitou da própria arquitetura para realizar uma belíssima intervenção, nasceu o Sesc Pompéia, um centro cultural que oferece uma rua de oportunidades artísticas e esportivas, como espaços para exposições, um teatro em formato de arena, espaço que serve de área de almoço durante o dia e que de noite, torna-se um espaço para shows musicais, além das áreas esportivas!
http://www.sescsp.org.br/unidades/11_POMPEIA/#/content=programacao
7. Biblioteca Mario de Andrade
Mario Andrade um homem de várias facetas, era poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista, ensaísta e secretário da cultura de São Paulo, tudo isso nos seus 51 anos de vida que dedicou a cultura brasileira. E nada mais apropriado, homenagear com seu nome, a biblioteca mais emblemática da cidade. Hoje, a Biblioteca Mário de Andrade, depois da reformulação do edifício, tem um espaço que atende a população, 24 horas por dia e proporciona uma diversidade de atividades culturais para a população paulistana.
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bma/
8. Caixa Belas Artes
Hoje em dia, quando as pessoas pensam em assistir filmes , sempre optam por cinemas fixados em shoppings. Mas, décadas atrás, a cidade de São Paulo era dominada por cinemas de ruas. Hoje em dia, eles perderam a força que tinham de outrora, mas são responsáveis por veicular filmes de ótima qualidade cinematográfica e que fogem da produção destinada a grande massa. Os cinemas de rua estão instalados em sua maioria na região da Paulista, como o Caixa Belas Artes, um cinema que encontra-se na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, lugar que ainda encontramos pessoas nas calçadas comprando pipocas e aguardando a próxima sessão.
http://caixabelasartes.com.br/
9. Museu Catavento
O Palácio das Industrias, edificação histórica que foi sede da prefeitura de São Paulo. Hoje abriga o Museu Catavento que é dedicado as ciências. Voltado ao público jovem, busca a interatividade em 4 espaços: universo, vida, engenho e sociedade, cada espaço com suas atrações.
http://www.cataventocultural.org.br/

10. Sesc Belenzinho
Com a desindustrialização da capital paulista, os espaços que antes eram ocupados por fábricas, ficaram ociosos. A cidade de São Paulo, vista antigamente como uma cidade industrial, mudou os seus objetivos para o setor de serviço. Um exemplo que podemos transformar e dinamizar áreas industriais abandonadas, está na ótima iniciativa do Sesc Belenzinho, instalado no terreno de uma antiga fábrica de tecidos e que hoje, serve como espaço cultural, esportivo e de lazer
http://www.sescsp.org.br/unidades/25_BELENZINHO/#/content=programacao

Nossos ciclos acabam e recomeçam e a Comunidade da Etec de Sapopemba cresce cada vez mais

Montagem.2

Por Denis Le Senechal Klimiuc

A Etec de Sapopemba está prestes a comemorar seus 10 anos de vida, o que significa que uma das grandes conquistas da Fazenda da Juta já está ficando grande. Desde sua inauguração, em outubro de 2007, a conquista pelos cursos, prédios bem instalados e iluminados, ambientes adequados ao aprendizado e tudo que faz os alunos e ex-alunos se orgulharem – tudo se tornou uma batalha atrás de outra.

Mas que bom que tudo se transformou, não é mesmo? A Etec de Sapopemba fechou este primeiro semestre de 2017 com 1308 alunos, o que significa que são, teoricamente, mais de 1300 famílias participando ativamente da vida de seus adolescentes e jovens adultos, cujos resultados dentro de sala de aula se refletem no sucesso no mercado de trabalho. E isso também é uma grande batalha.

Tudo se transforma no dia a dia da Etec de Sapopemba porque as batalhas dos professores, funcionários e alunos é genuína; a esperança por um futuro melhor não é apenas um velho clichê, mas sim a prática diante de tudo o que se espera ao sair de casa e vir ensinar, trabalhar, estudar… E tudo vale a pena justamente porque todo mundo luta pelo mesmo objetivo: a educação.

Os resultados no final de cada semestre – às vezes uma puxada de orelha – e a expressiva quantidade de ex-alunos que continuam visitando o ambiente significa que o sucesso desta empreitada que há quase uma década luta para crescer tem, sim, marcas profundas nas vidas daqueles que por aqui passaram, passam e passarão.

Se você fez ou faz parte desta história que está prestes a encerrar um ciclo, nós, da Etec de Sapopemba te agradecemos por sua participação em nossa luta por melhores ofertas de ensino. Se você quer ingressar em um de nossos cursos técnicos, seja bem-vindo! Esperamos por sua participação, pois ainda temos muita história para fazer.

ALINE E JUNIOR: O CASAL DA ETEC DE SAPOPEMBA

Na Mosca Convida: Aline e Junior

Eu, Aline, iniciei meus estudos na Etec de Sapopemba em 2009, na primeira turma do Ensino Médio. Em 2010, quem ingressou foi o Junior. No ano que ele entrou na Etec, acabamos nos conhecendo, pois peguei amizade com algumas pessoas da sala dele, porém só nos cumprimentávamos em rodas de amigos e nos corredores da escola. Porém a nossa história iniciou para valer em abril deste mesmo ano, no passeio à Aldeia Indígena Krukutu. As nossas salas foram juntas, no mesmo ônibus. Eu com o pessoal da minha sala no fundo do ônibus e ele com a turma dele pra frente. Não demorou muito e nós que estávamos no fundo escutamos que alguém estava cantando e tocando nos bancos da frente. Eu, sempre muito curiosa, fui ver quem estava tocando e me deparei com ele tocando o violão e ao mesmo tempo cantando sertanejo. Ninguém estava sentado naquela área. Formou-se uma espécie de rodinha dentro do ônibus. Num certo momento, me soltei, foi quando o ônibus freou e eu quase cai, se não fosse por um detalhe, o Junior me segurou. Nesse momento houve a nossa primeira troca de olhares. Fiquei muito tímida por quase ter levado um tombo no meio de todo mundo, por ele ter me segurado e por aquelas trocas de olhares. Não pensei duas vezes e voltei ao meu lugar. Não demorou muito e ele estava sentado do meu lado.

Todos estavam na torcida para que a gente ficasse, mas eu estava resistindo. Na ida foi só conversas, já na volta ele insistiu para que ficássemos juntos e quase chegando à escola não resisti. Inicialmente houve pressão de todos, mas com o passar dos dias, continuamos ficando. Foi quando começamos um “namoro”. Eu conheci a mãe dele e ele conheceu a minha durante um minicurso, organizado pelo curso Técnico em Alimentos. Mas esse namoro não durou muito. Cerca de umas duas semanas aproximadamente. O legal foi que, terminando o namoro, a amizade permaneceu. E foi uma amizade muito bacana, pois conversávamos bastante. Ele me falava sobre o atual relacionamento dele e eu até conselhos pedia.

Em 7 meses de amizade, descobri que ele não estava mais namorando e foi quando nos aproximamos ainda mais. Cheguei a convidar ele e os pais dele para irem ver a peça de teatro que eu e toda a minha sala iríamos apresentar. Em novembro de 2010 era o aniversário da minha amiga, que até então era da sala dele. Organizei para ela uma festa surpresa com algumas pessoas da sala deles, incluindo ele. Essa amiga sempre torceu e fez de tudo para que nós ficássemos juntos. Enfim, depois da festa surpresa e do horário de saída da escola, eu teria que ir embora para almoçar e voltar para o técnico. Quando voltei, trouxe um pedaço de bolo para que ele levasse para a mãe dele. Desde a minha volta para a escola, até o momento que o sinal tocou, fiquei na Biblioteca com ele, pois ele estava aguardando o horário para ir para um curso que estava fazendo. Ficamos muito juntos, mãos dadas e aquele clima. Quando o sinal tocou e eu ia subir pra sala, ele tentou me beijar. No primeiro momento não aceitei, por causa da timidez, mas na segunda tentativa não resisti. A partir de então começamos a namorar de verdade.

Já passamos por muitas coisas juntos… Mas, muitas mesmo! Afinal, mais de 06 anos juntos, não é pouco! Em novembro de 2016 completamos 06 anos de namoro, porém com um detalhe… Dessa vez, casados. No dia 11 de Junho de 2016, às 12h, no Cartório de São Mateus, oficializamos nossa união, dizendo SIM um ao outro e nos casando oficialmente.

Essa é um pouquinho da nossa história. Os estudantes que iniciaram o namoro na Etec de Sapopemba e que hoje estão casados!!!

Aline Marchetti de Barros Freitas (Turma do Ensino Médio 2009 – 2011 e Ensino Técnico em Alimentos 2º/2010 – 2º/2011) e Aldemir Freitas Junior (Turma do Ensino Médio 2010 – 2012 e Ensino Técnico em Informática 1º/2011 – 1º/2012). #EtecdeSapopemba10anos

EU CONTAREI A HISTÓRIA DA MINHA VIDA. MAIS ESPECIFICAMENTE PORQUÊ ELA (RE)COMEÇOU. E SE VOCÊ ESTÁ LENDO ESTE TEXTO, VOCÊ É UM DOS PORQUÊS!

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Na Mosca Convida: Antonio e Paulline

O título pode parecer conhecido e não se remeta a uma história de amor. Mas, em meu caso, a escolha se encaixa perfeitamente. E, mais uma vez, dentro destes 07 anos de Etec de Sapopemba, é lá (ou aqui) que esta história acontece. Mas vamos pular a parte onde eu achei que minha vida havia acabado. Afinal, hoje é dia de falar sobre o amor!

29 de novembro de 2015 – Embora esta seja a data que marca nossas alianças, minha vida já havia mudado há um tempo! Não, eu não me lembro o dia. Mas me recordo do momento em que, de fato, eu não conseguiria mais esconder de ninguém que eu havia conhecido aquela pessoa que faria tudo ganhar sentido novamente! Após a notícia da chegada de uma nova pessoa para compor a equipe, mais especificamente a da Secretaria Acadêmica, eis que surge “Paulline Pacheco”… Cara de brava, poucas palavras, alguns sorrisos, mas dona do olhar mais encantador que eu já presenciei! E foi este olhar que, de fato, me fez enxergar uma nova vida que estava por vir.

Conversas vinham, conversas iam… E pouco a pouco já não era mais possível disfarçar que o Auxiliar Docente estava passando tempo demais na Secretaria Acadêmica (prezada Diretora, pular esta parte, por favor… kkkkk). Rendendo, claro, àquelas indiretas dos colegas e as brincadeiras dos “cupidos de plantão”. Foi um momento interessante, em relação à Etec de Sapopemba, pois foi neste período que o site da Instituição começou a ser remodelado, a fim de atender as necessidades da Comunidade Escolar e a nossa Página dentro da até então “novata” Rede Social –  Facebook – surgiu.

Passamos a criar um vínculo maior e próximo ao seu contrato junto à Etec se encerrar, resolvi tomar coragem e saber se ela gostaria de partilhar sua vida junto comigo. Para a minha surpresa, recebi o tão sonhado “sim” e desde então passamos a colecionar histórias e aprendizagens do que o convívio a dois proporciona. São exatamente 04 anos e 06 meses de convivência… “E o amor não é a mais fácil das coisas. É a única bagagem que você pode trazer. É tudo o que você não pode deixar para trás!” (Walk On – U2). O trecho desta música resume bem. Nem só de “alegrias” se faz uma história. Ainda mais de amor… Mas se você se permitir a enxergar o mundo com outros olhos que não sejam apenas os seus, haverá uma grande possibilidade de um crescimento pessoal e a descoberta da força que o amor tem (independentemente de qualquer coisa)!

Por fim, embora seja a nossa história bem resumida e contada por mim, sobre a minha vivência deste lindo fato, fica o nosso agradecimento a todas as contingências, ao destino, às forças sobrenaturais, Deus ou qualquer que tenha sido a mãozinha influenciadora que fez da Etec de Sapopemba o palco de uma dentre algumas outras histórias de amor! #EtecDeSapopemba10anos

Antonio Cavalcante Junior – Auxiliar Docente e Paulline Pacheco Alves – Ex-estagiária da Secretaria Acadêmica.

Em busca dos tempos modernos

Por: Marcos Antonio Araujo

No último 25 de maio é comemorado o dia da indústria, mas essa data não é somente uma data comemorativa, mas uma oportunidade para debater a importância da indústria no desenvolvimento econômico e social do país. Segundo os dados da FIESP, a indústria fechou em 2016, 11 mil postos de trabalho devido à crise da atual conjuntura nacional. Mas esses números não são somente reflexos da crise econômica que o país atravessa, mas uma soma de variados fatores.
Nesse mesmo cenário, vimos um país que desponta como um dos maiores produtores de commodities (veja mais no link: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/commodities.htm). Apresentando uma grande extensão de terras férteis para plantação e riqueza mineral diversificada, com isso, temos um país que sobrevive graças aos números positivos gerados pelo agronegócio. Mas desse panorama, não há somente pontos positivos, em sentido econômico, porém um sistema que depende necessariamente do agronegócio e da dilapidação de nossas riquezas minerais sendo produtos de baixo valor agregado, fazendo com que o Brasil não se enriqueça verdadeiramente.
Sendo assim, a economia brasileira não deve ser dependente do agronegócio, e sim ter uma política de estado para a reconstrução da sua indústria nacional. Nesse caminho, a política de estado, adotada, deverá ter como regra, três palavras que se cruzam em um desenvolvimento econômico rico e sustentável: tecnologia, inovação e principalmente um fator chave a educação. Uma educação transformadora, para formar novos cidadãos cientistas que prepararam o Brasil para os tempos modernos que virão e nada mais propício que escola, para jogar a semente do progresso.

Globalização – faz mal ao bebê?

Na Mosca Convida: Abraão Marques Aguilera Leite, aluno do Ensino Técnico Integrado ao Médio.

O mundo globalizado gera em nós a sensação de que estamos cada vez mais próximos de alcançar o ápice de nossos dias. A informação aparenta ser concreta, quando na verdade algumas informações (desnecessárias na maioria das vezes) chegam a nós sem a necessidade de certo esforço (temos como exemplo os E-books e o serviço de Streaming, que substituem cada vez mais as bibliotecas e lojas de discos). Essa confusão que percorre da facilidade à consistência das informações colabora para nos tornarmos consumidores ao invés de cidadãos, nesse enorme globo onde as aparências moldam o status e o ego cada vez mais presentes em nosso cotidiano.

E como podemos relacionar esses fatos com as crianças da sociedade globalizada e distinguirmos de factoides? Percebe-se a preocupação de sociólogos contemporâneos em relação à população infantil, um belo exemplo ocorrido no Brasil foi a coibição e maior fiscalização em relação a venda casada de produtos infantis. Podemos perceber que os moldes do consumismo tem facilidade em relacionar a imaginação da criança aos ideais de consumo. Como as propagandas que relacionam personagens de influência com produtos de consumo elevado estatisticamente no meio dos jovens, desde os brinquedos aos fast-foods e seus respectivos brindes. Usando o exemplo acima, é um erro acreditar que esses problemas só se aplicam aos dias de hoje. Pois desde o princípio da globalização, as crianças são afetadas pela aceleração dos reinos e grandes metrópoles.

Começando pelas grandes navegações até o período de escravidão, onde jovens já nasciam predestinados e sendo propriedade de fazendeiros em plantações de Cana-de-açúcar. Podemos perceber também como o êxodo rural e a Primeira Revolução Industrial levou os jovens ao trabalho, gerando excesso de responsabilidade precoce, dando ao jovem o papel de diminuir a precariedade em famílias estabelecidas na periferia da Inglaterra. E com o passar dos séculos, com a evolução técnico-científica em meados dos anos 80, o princípio da era digital, chegamos então aos dias de hoje, vivendo o capitalismo informacional, fase teorizada por Manuel Castells, em sua renomada obra “Sociedade em Rede”. Nessa fase, o eixo infantil se torna um dos centros das atenções, pois à publicidade e ao consumo, os mais influenciáveis são os mais vulneráveis. A abolição do ambiente lúdico tem se tornado problema direto á infância. O uso da imaginação tem como consequência a perda de uma fase essencial para a nossa construção social.

Quando Antoine de Saint-Exupéry escreve em “Le Petit Prince” que todas as pessoas grandes foram um dia crianças e que poucas se lembram disso. Gera em nós a dúvida, estamos no caminho certo a respeito da infância? Seria mesmo esse o ápice de nossos dias? Percebemos e concluímos então que o avanço tecnológico vem acelerando o processo de adultização desenfreadamente. Causando muitos problemas sociais como a erotização precoce, a exposição e o incentivo imposto à juventude em adentrar o mundo das aparências (citado por Karl Marx em “O Capital”), a dependência de informações, sobrecarga e pressão social, formando jovens com traumas e problemas de saúde como PMR (perca de memória recente), e vários outros distúrbios, que se citados, teríamos mais que duas colunas de texto. E se nessa enorme “metrópole acelerada”, teve tempo de ler até aqui, encontre um espaço em sua agenda para perceber e praticar certa resistência à sua dependência tecnológica, deixe o PDF de lado, visite uma biblioteca, desenhe, escreva mais do que digita e perceba que a vida vai além do grande mundo virtual, somos maiores que isso.

Somos pequenos gigantes, nesse minúsculo enorme globo, perceba o quão único você é, ainda há tempo!

A Abolição da escravidão, não terminou!

Por: Marcos Antonio de Araújo
Em 13 de Maio de 1888, tinha fim, umas das páginas mais tristes da nossa história, a escravidão. Foram mais de três séculos, de que o povo africano, foi arrancado de suas terras para ser mão de obra além-mar. Já passado mais de um século da abolição e sendo o último país a abolir a escravidão nas Américas, temos ainda essa forma perversa viva nas relações de trabalho.
Nas palavras do abolicionista Joaquim Nabuco, a escravidão permanecerá por muito tempo como característica nacional. Essas palavras confirmam que a chaga da escravidão ainda está presente na vida de milhares de brasileiros e estrangeiros. Uma breve pesquisa nos gráficos do site Repórter Brasil http://reporterbrasil.org.br/dados/trabalhoescravo/, afirma essa premissa, que a escravidão ainda continua fazendo vítimas, sendo um assunto silenciado pelos grandes meios de comunicação.
Mas por que desse silêncio? Isso deve ao modelo capitalista e globalizado, fazendo com que empresas adotem um modelo para a maximização dos lucros e diminuição dos prejuízos. Vemos também, esse tipo notícia não apresenta relevância nos grandes conglomerados de comunicação, por que as próprias são sustentadas por dinheiro advindo das empresas que praticam a escravidão.
Um outro ponto recorrente, é que as grandes marcas utilizam de atravessadores para a terceirização da mão de obra, vimos nesse cenário que as empresas procuram ficar isentas em relação as obrigações trabalhistas, além de distanciar a sua imagem em um tema tão delicado.
A escravidão moderna tem como vítimas, pessoas de diversas origens, uma população marginalizada, que é obrigada a trabalhar por casa e comida, para sobreviver num mercado tão desigual e cruel. Precisamos do fortalecimento da justiça do trabalho e veiculação da lista de empresas que praticam trabalho escravo e responsabilidade das empresas em toda sua cadeia de trabalho.
Hoje, devemos estar atentos a lei da terceirização já aprovada pelo Congresso Nacional e as reformas trabalhista e previdência que nesse momento, se encontram em processo de tramitação, podendo tornar-se um retrocesso nas leis que foram conquistadas através de muito sangue e luta. Não podemos aceitar esse afronte, onde novas embalagens apresentam características de velhos hábitos.