ALINE E JUNIOR: O CASAL DA ETEC DE SAPOPEMBA

Na Mosca Convida: Aline e Junior

Eu, Aline, iniciei meus estudos na Etec de Sapopemba em 2009, na primeira turma do Ensino Médio. Em 2010, quem ingressou foi o Junior. No ano que ele entrou na Etec, acabamos nos conhecendo, pois peguei amizade com algumas pessoas da sala dele, porém só nos cumprimentávamos em rodas de amigos e nos corredores da escola. Porém a nossa história iniciou para valer em abril deste mesmo ano, no passeio à Aldeia Indígena Krukutu. As nossas salas foram juntas, no mesmo ônibus. Eu com o pessoal da minha sala no fundo do ônibus e ele com a turma dele pra frente. Não demorou muito e nós que estávamos no fundo escutamos que alguém estava cantando e tocando nos bancos da frente. Eu, sempre muito curiosa, fui ver quem estava tocando e me deparei com ele tocando o violão e ao mesmo tempo cantando sertanejo. Ninguém estava sentado naquela área. Formou-se uma espécie de rodinha dentro do ônibus. Num certo momento, me soltei, foi quando o ônibus freou e eu quase cai, se não fosse por um detalhe, o Junior me segurou. Nesse momento houve a nossa primeira troca de olhares. Fiquei muito tímida por quase ter levado um tombo no meio de todo mundo, por ele ter me segurado e por aquelas trocas de olhares. Não pensei duas vezes e voltei ao meu lugar. Não demorou muito e ele estava sentado do meu lado.

Todos estavam na torcida para que a gente ficasse, mas eu estava resistindo. Na ida foi só conversas, já na volta ele insistiu para que ficássemos juntos e quase chegando à escola não resisti. Inicialmente houve pressão de todos, mas com o passar dos dias, continuamos ficando. Foi quando começamos um “namoro”. Eu conheci a mãe dele e ele conheceu a minha durante um minicurso, organizado pelo curso Técnico em Alimentos. Mas esse namoro não durou muito. Cerca de umas duas semanas aproximadamente. O legal foi que, terminando o namoro, a amizade permaneceu. E foi uma amizade muito bacana, pois conversávamos bastante. Ele me falava sobre o atual relacionamento dele e eu até conselhos pedia.

Em 7 meses de amizade, descobri que ele não estava mais namorando e foi quando nos aproximamos ainda mais. Cheguei a convidar ele e os pais dele para irem ver a peça de teatro que eu e toda a minha sala iríamos apresentar. Em novembro de 2010 era o aniversário da minha amiga, que até então era da sala dele. Organizei para ela uma festa surpresa com algumas pessoas da sala deles, incluindo ele. Essa amiga sempre torceu e fez de tudo para que nós ficássemos juntos. Enfim, depois da festa surpresa e do horário de saída da escola, eu teria que ir embora para almoçar e voltar para o técnico. Quando voltei, trouxe um pedaço de bolo para que ele levasse para a mãe dele. Desde a minha volta para a escola, até o momento que o sinal tocou, fiquei na Biblioteca com ele, pois ele estava aguardando o horário para ir para um curso que estava fazendo. Ficamos muito juntos, mãos dadas e aquele clima. Quando o sinal tocou e eu ia subir pra sala, ele tentou me beijar. No primeiro momento não aceitei, por causa da timidez, mas na segunda tentativa não resisti. A partir de então começamos a namorar de verdade.

Já passamos por muitas coisas juntos… Mas, muitas mesmo! Afinal, mais de 06 anos juntos, não é pouco! Em novembro de 2016 completamos 06 anos de namoro, porém com um detalhe… Dessa vez, casados. No dia 11 de Junho de 2016, às 12h, no Cartório de São Mateus, oficializamos nossa união, dizendo SIM um ao outro e nos casando oficialmente.

Essa é um pouquinho da nossa história. Os estudantes que iniciaram o namoro na Etec de Sapopemba e que hoje estão casados!!!

Aline Marchetti de Barros Freitas (Turma do Ensino Médio 2009 – 2011 e Ensino Técnico em Alimentos 2º/2010 – 2º/2011) e Aldemir Freitas Junior (Turma do Ensino Médio 2010 – 2012 e Ensino Técnico em Informática 1º/2011 – 1º/2012). #EtecdeSapopemba10anos

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EU CONTAREI A HISTÓRIA DA MINHA VIDA. MAIS ESPECIFICAMENTE PORQUÊ ELA (RE)COMEÇOU. E SE VOCÊ ESTÁ LENDO ESTE TEXTO, VOCÊ É UM DOS PORQUÊS!

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Na Mosca Convida: Antonio e Paulline

O título pode parecer conhecido e não se remeta a uma história de amor. Mas, em meu caso, a escolha se encaixa perfeitamente. E, mais uma vez, dentro destes 07 anos de Etec de Sapopemba, é lá (ou aqui) que esta história acontece. Mas vamos pular a parte onde eu achei que minha vida havia acabado. Afinal, hoje é dia de falar sobre o amor!

29 de novembro de 2015 – Embora esta seja a data que marca nossas alianças, minha vida já havia mudado há um tempo! Não, eu não me lembro o dia. Mas me recordo do momento em que, de fato, eu não conseguiria mais esconder de ninguém que eu havia conhecido aquela pessoa que faria tudo ganhar sentido novamente! Após a notícia da chegada de uma nova pessoa para compor a equipe, mais especificamente a da Secretaria Acadêmica, eis que surge “Paulline Pacheco”… Cara de brava, poucas palavras, alguns sorrisos, mas dona do olhar mais encantador que eu já presenciei! E foi este olhar que, de fato, me fez enxergar uma nova vida que estava por vir.

Conversas vinham, conversas iam… E pouco a pouco já não era mais possível disfarçar que o Auxiliar Docente estava passando tempo demais na Secretaria Acadêmica (prezada Diretora, pular esta parte, por favor… kkkkk). Rendendo, claro, àquelas indiretas dos colegas e as brincadeiras dos “cupidos de plantão”. Foi um momento interessante, em relação à Etec de Sapopemba, pois foi neste período que o site da Instituição começou a ser remodelado, a fim de atender as necessidades da Comunidade Escolar e a nossa Página dentro da até então “novata” Rede Social –  Facebook – surgiu.

Passamos a criar um vínculo maior e próximo ao seu contrato junto à Etec se encerrar, resolvi tomar coragem e saber se ela gostaria de partilhar sua vida junto comigo. Para a minha surpresa, recebi o tão sonhado “sim” e desde então passamos a colecionar histórias e aprendizagens do que o convívio a dois proporciona. São exatamente 04 anos e 06 meses de convivência… “E o amor não é a mais fácil das coisas. É a única bagagem que você pode trazer. É tudo o que você não pode deixar para trás!” (Walk On – U2). O trecho desta música resume bem. Nem só de “alegrias” se faz uma história. Ainda mais de amor… Mas se você se permitir a enxergar o mundo com outros olhos que não sejam apenas os seus, haverá uma grande possibilidade de um crescimento pessoal e a descoberta da força que o amor tem (independentemente de qualquer coisa)!

Por fim, embora seja a nossa história bem resumida e contada por mim, sobre a minha vivência deste lindo fato, fica o nosso agradecimento a todas as contingências, ao destino, às forças sobrenaturais, Deus ou qualquer que tenha sido a mãozinha influenciadora que fez da Etec de Sapopemba o palco de uma dentre algumas outras histórias de amor! #EtecDeSapopemba10anos

Antonio Cavalcante Junior – Auxiliar Docente e Paulline Pacheco Alves – Ex-estagiária da Secretaria Acadêmica.

As simbólicas corujas da Etec de Sapopemba

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– As corujas que aqui habitam –

Por: Marcos Antonio de Araújo

Sendo influência da mitologia grega, Atena – Deusa da guerra e sabedoria – tinha uma coruja como mascote. Por consequência, muitas civilizações têm a coruja como símbolo da sabedoria. O curioso de toda esta história é que algumas delas fizeram morada no espaço propiciador do desenvolvimento do conhecimento: a Escola!

Elas fizeram brotar sua presença na Escola e marcaram simbolicamente e naturalmente o espaço onde outros passarinhos são ensinados a aprender voar. Aquele estandarte natural respira o vento das palavras que brotam dos céus das bocas. Convivemos, com elas todos os dias, pois elas existem para admirar o tempo que escorrega de nossas mãos e faz nascer em nossas cabeças, um fio de sabedoria de viver todos os dias!

Chegando, enfim, às metáforas de Platão, esta é a história de corujas que fizeram o ninho em nossa Escola. Que partilham um símbolo, de que não devemos esquecer de viver e conhecer a vida!

Eventos da Etec de Sapopemba

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Por Denis Le Senechal Klimiuc

A Etec de Sapopemba, localizada na Fazenda da Juta, conta com mais de 1000 alunos e 100 funcionários, entre docentes e administrativos. Dividida entre os cursos de Ensino Técnico Integrado ao Médio nas modalidades de Administração, Alimentos e Informática, possui os cursos técnicos de Administração, Alimentos, Informática, Redes, Marketing, Contabilidade, Eventos, Serviços Jurídicos, Transações Imobiliárias, Recursos Humanos e Logística, entre a sede e suas Classes Descentralizadas: CEU Sapopemba e E.E. Stefan Zweig.

Com tanta disposição para atender a sua comunidade escolar, a Etec de Sapopemba disponibiliza, também, eventos a diversas finalidades, sempre focando na integração entre alunos, professores e a região  na qual está inserida, além de manter laços frutíferos com a parte pedagógica e, também, com o comércio.. Veja, então, alguns dos eventos que mais se destacam na escola:

Festa Junina: conhecida por unir toda a comunidade escolar, o maior evento da Etec de Sapopemba ocorre, geralmente, em meados de junho. No dia, barracas de doces e salgados são montadas para a alegria dos fãs da boa comida e, além disso, diversas salas de aula contam com brincadeiras feitas por alunos de diversos cursos. Por sua vez, os alunos ensaiam com maestria danças e outras formas de apresentações, que costumam ser o ponto alto da festa.

Primavera Consciente: inicialmente, foi um dia em que alunos de todos os cursos da Etec de Sapopemba criavam oficinas, recreações e afins para crianças de toda a região na qual a escola inserida, promovendo integração e diversão para a garotada carente; hoje, os alunos promovem uma forma sem fixação na Unidade Escolar, visitando escolas e asilos e promovendo o mesmo tipo de recreação, entretenimento, aprendizado e cultura.

Semana Paulo Freire: em homenagem ao importante educador, que transformou o método pedagógico de transmissão de conhecimento ao promover aprendizado integrado, utilizando o que o ambiente propõe àquele momento de ensino, a Etec de Sapopemba criou um jeito de homenagear o pensador e pedagogo, criando trabalhos, apresentações, peças teatrais, pinturas e toda a maneira de audiovisual que a criatividade dos alunos do ETIM permite.

Kings of Juta: formada por Antonio Cavalcante (Professor Auxiliar e guitarrista), José Renato (Professor e baterista), João Henrique Bezerra dos Santos (contrabaixista), Israel Rodrigues Ezequiel de Araujo (guitarrista) e Bruna Silva (vocalista), a banda Kings of Juta é um projeto de integração entre professores, funcionários e alunos da Etec de Sapopemba, cujo desenvolvimento se iniciou com um processo seletivo e cujo nome foi votado através do Facebook da escola. Hoje, se apresentam na sede e nas Classes Descentralizadas com o intuito de promover tal integração e a difusão da boa música por toda a comunidade escolar.

Musicais a la Broadway: criado pela Professora Priscila Rodrigues, as peças baseadas em musicais da Broadway e adaptações cinematográficas fazem parte da formação anual dos segundos anos do ETIM. Os ensaios envolvem diálogos e cantorias em português e inglês e as apresentações são feitas, geralmente, na Fábrica de Cultura e no CEU Sapopemba. O desempenho dos alunos é memorável e o evento torna-se um dos momentos mais esperados do ano.

Paranapiacaba e a Pedagogia: com intuito de disseminar práticas pedagógicas através de atividades relacionadas à integração entre os docentes, a Etec de Sapopemba possui, agora, um evento diferente dos normalmente aplicados aos professores: uma reunião pedagógica feita através de um dia de caminhada e muita conversa em Paranapiacaba. O resultado: integração acima da média e disposição redobrada para as próximas oportunidades relacionadas.

 

O Centro Paula Souza

 

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Por Denis Le Senechal Klimiuc

Com certeza você já ouviu falar da qualidade do ensino em uma das Escolas Técnicas do Centro Paula Souza, certo? Prestou um Vestibulinho, após horas de estudo e expectativa, e passou – ou não. Mas o que você deve saber ainda melhor, independente do resultado da última prova que prestou, é que a qualidade do ensino técnico é, sem dúvida, motivo de reconhecimento profissional em diversas áreas. Assim o Centro Paula Souza construiu sua história, ao longo de 46 anos, recrutando cidadãos do Estado de São Paulo através da oferta de cursos técnicos e de Ensino Médio na medida certa para quem enxerga um futuro promissor.

Mas a história do Centro Paula Souza não foi assim, repentinamente algo de sucesso. Em seu nascimento, através do decreto do governador Roberto Costa de Abreu Sodré, o CPS foi criado em 1969 com o intuito de avaliar viabilidade e implantação de cursos superiores de tecnologia, algo pouco usufruído naquela época. Assim, foram oferecidos cursos superiores bastante específicos, como Movimento de Terra e Pavimentação, Construção de Obras Hidráulicas e Construção de Edifícios, na área de Construção Civil, e Desenhista Projetista e Oficinas, ambos na área de Mecânica; até aquele momento, era chamado de Centro Estadual de Educação Tecnológica de São Paulo.

Aos poucos, então, essa autarquia do Governo do Estado, que hoje é vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, cresceu e conquistou novos edifícios, agregando laboratórios em diversas áreas e criando, também, o ensino técnico, que profissionalizaria milhões de pessoas.

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No Estado de São Paulo para o mercado de trabalho de todo o país

Hoje, o Centro Paula Souza possui cerca de 285 mil alunos, os quais se dividem entre 218 Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e 65 Faculdades de Tecnologia (Fatecs), mostrando a empresas de diversos setores, sejam elas do primário, secundário ou terciário, a qualidade do ensino em decorrência dos profissionais disponibilizados no mercado de trabalho. O suor, a disciplina, o conteúdo inovador e a garra que professores, alunos e todos os funcionários do Centro Paula Souza demonstram diariamente se traduzem em excelentes profissionais.

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Paula Souza? Quem foi?

Mas você deve estar se perguntando quem foi o tal do Centro Paula Souza. É ela (Paula)? É uma família (Souza)? É o Super-Homem? Não. Antonio Francisco de Paula Souza, que viveu até 1917, aos 74 anos, foi um engenheiro e professor de Itu que, na época, tinha pensamentos bastante liberais para alguém da alta sociedade paulista: era a favor da república e o fim da escravatura.

Estudioso, tornou-se um dos precursores do desenvolvimento educacional e de infraestrutura no país: fundou a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e projetou estradas e diversas outras obras. Reconhecido por ser um homem à frente de seu tempo, Paula Souza foi homenageado pelos idealizadores do até então Centro Estadual de Educação Tecnológica de São Paulo, após mais de 40 anos de sua morte.

Por isso, se você já prestou o Vestibulinho e não passou, saiba que agora você tem mais uma motivação para prestar novamente; se você ainda não prestou, conheça os cursos que o Centro Paula Souza possui! A Etec de Sapopemba, por exemplo, pode ter um feito sob medida para você! Mas se você já é um aluno do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, meus parabéns! Você é, com certeza, um excelente profissional e aluno, cujo futuro promissor abre, a cada dia, mais e mais portas para você!

 

História do bairro

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Por Denis Le Senechal Klimiuc

Quem estuda na Etec de Sapopemba sabe que o bairro no qual a escola está inserida, Fazenda da Juta, nasceu e cresceu em consequência de luta e muito suor do povo que, avistando uma região ainda inexplorada, batalhou para construir seu lar naquela terra e, assim, poder dar um futuro ao menos digno a sua família. Como foi belamente citado por nosso redator, Marcos Antonio Araujo, a região da Fazenda da Juta é resultado de um marco histórico, no qual, pouco a pouco, o desenvolvimento é pautado como principal foco e, assim, há oportunidade de enxergar um futuro melhor.

Além da Fazenda da Juta, a região na qual a Etec de Sapopemba está comporta, ainda, dois bairros, próximos por sua população batalhadora, mas distintos pela história de cada um: Sapopemba e São Mateus. O primeiro, originalmente chamado de Monte Rosso por possuir aquela terra avermelhada, própria para a confecção de tijolos e telhas, ganhou o atual nome em homenagem à árvore amazônica Sapopema e, assim, desenvolveu-se como um dos principais polos educacionais da periferia de São Paulo.

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Crescimento de São Mateus, Sapopemba e Fazenda da Juta

Com a população original do bairro desenvolvida pelos portugueses, Sapopemba passou a chamar a atenção do restante da população da cidade por suas extensas terras que, hoje habitadas por milhares de famílias, trouxeram a oportunidade de moradia e emprego tanto na região quanto em todo o ABC Paulista. Assim, desde sua fundação, em 1910, Sapopemba torna-se não só o responsável pela escola de samba Combinados de Sapopemba, mas também como um dos maiores focos de esperança àqueles que procuram por educação, segurança e saúde: necessidades básicas do ser humano que, na região, são atendidas por boas escolas, hospitais e desenvolvimento de transporte público de qualidade – projetos em andamento ou planejamento.

O outro bairro, São Mateus, remete ao século XIX – mais precisamente a 1842. Na época, era uma fazenda gigantesca que, com criação de cavalos, entre outras coisas, foi dividida em cinco glebas e, assim, tornou-se apta à exploração da terra. Pouco a pouco, então, tomou proporções de cidade e, hoje, é um dos mais populosos, completos e atraentes bairros da cidade, com capacidade de comércio que abrange tanto atacado quanto varejo, além de contar com vias de fácil acesso, como a própria Avenida Sapopemba, Mateo Bei, Ragheb Chohfi e parte da Jacu Pêssego.

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Um futuro melhor, sim!

Portanto, se você estuda na Etec de Sapopemba, saiba que a região em que você passa suas preciosas horas inserindo valiosas informações em sua cabeça é uma semente muito bem plantada de suor, trabalho e esperança por um futuro melhor. Antes, fazendas de uma região inexplorada, repleta do verde que tanto fez gados e plantações reinarem. Hoje, com a demanda de uma cidade como São Paulo, é o lugar no qual o desenvolvimento reina e, mesmo que a passos pequenos, amplia a esperança de quem busca por um futuro cada vez melhor, digno e justo. Como você, que estuda e aprende que o futuro está, sim, batendo à sua porta.

Kings of Juta – A música como ferramenta de um desenvolver-se mais HUMANO

Kings of Juta - Integrantes

Kings of Juta – Integrantes

Por Antonio Cavalcante

A Banda Oficial da Etec de Sapopemba: Kings of Juta (nome escolhido pelos alunos em votação realizada aqui no blog) é um Projeto desenvolvido pelo Prof. do Curso Técnico em Redes – José Renato e coordenado, juntamente, com o Auxiliar Docente – Antonio Cavalcante. Onde, por meio da música (mesmo que indiretamente) são trabalhados aspectos que passam longe de apenas pegar um instrumento, afiná-lo e tocá-lo.

À luz da Psicologia Social, como sendo uma das inúmeras teorias possíveis de se analisar e conceituar o que ocorre nesse meio, podemos discorrer sobre a formação de um Grupo Social. Haja visto que a banda é formada por alunos e funcionários (cada qual com suas características próprias, herdadas de suas histórias pregressas, trabalhadas e trazidas para as relações do dia a dia), agora, desempenhando os mesmos papéis sociais, desconfigurando o padrão ao qual estão “empregados”, onde os alunos desempenham os seus próprios e os funcionários assim também os fazem, o que podemos “tirar” disso? Há algo benéfico? Ou há apenas um momento onde todos se unem em prol de um ideal, doando aquilo que sabem fazer e que, trata-se de algo em comum entre todos, visto que o resultado final disso é a música… Resumindo: compartilham de um hobby?

O que ocorre nesse processo (da montagem de um setlist até os ensaios) é um conflito de individualidades. Como explica a Filósofa Silvia Lane: “O viver em grupos permite o confronto entre as pessoas e cada um vai construindo o seu “eu” neste processo de interação, através de constatações de diferenças e semelhanças entre nós e os outros”. E, por fim, quando diante do público, na hora de demonstrar tudo aquilo o que foi trabalhado, passa-se por uma relação público – banda, onde um determina o comportar-se do outro. Em outras palavras, o se comportar dos elementos da banda afeta o comportamento do público e vice-versa. Temos aí, o que na Psicologia Comportamental chamamos de Tríplices Contingências (Estímulo -> Resposta -> Consequência).

Por fim, não há como não dizer que não há algo benéfico. Um indivíduo, a partir do momento em que passa a desenvolver uma atividade que considere prazerosa, como tocar algum instrumento ou cantar (busquemos nos enquadrar nisso), ele se doará ao máximo para a mesma, onde um conjunto de características bio-fisio-sócio-psicológicas peculiares ao indivíduo vão sendo alteradas neste processo. E nesse alterar podemos, porquê não, dizer que ele passa a se desenvolver melhor e não vamos focar em seu papel “aluno”. Ele passa a se desenvolver melhor como SER HUMANO.

Parafraseando Mário Quintana: “As músicas não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. As músicas só mudam as pessoas.”

A situação do emprego na região da Fazenda da Juta

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Por Marcos Antonio Araujo

“Nesse lugar, eu só venho para dormir”. Essa frase sintetiza o sentimento que é morar na região da Fazenda da Juta. Por ser considerada uma cidade dormitório, a mesma não gera renda e empregos de forma acentuada para seus moradores. Verificamos que os empregos gerados na região são, em sua maioria, de equipamentos públicos e do comércio. Isso faz com que seus moradores se locomovam a grandes distâncias para buscar o seu sustento, diminuindo, assim, a qualidade de vida e aumentando a lotação do transporte coletivo, além de diminuir a circulação de capital em seu espaço. Então, como podemos gerar empregos na região e torná-la mais dinâmica social e economicamente?

Com isso, devemos ter em mente que sem a união dos diversos atores sociais (moradores, comércio, órgãos públicos) não chegaremos ao objetivo alcançado. Primeiramente, temos que proporcionar um ambiente seguro para atrair capital e investimentos externos, adotando políticas públicas e privadas na área de segurança, para que a região seja um ambiente propício na instalação de novos empreendimentos empresariais e, por consequência, um público disposto a gastar seu dinheiro na região.

Para agregar, pensamos num setor que vem sento utilizado por muitas cidades brasileiras para aquecer sua economia local, gerando renda e emprego – e esse setor é a cultura. Vimos que a cultura está na culinária, na moda, no artesanato e nos eventos culturais, está em tudo o que o ser humano produz. A cultura transformaria a região e isso geraria um círculo virtuoso positivo de investimentos, renda e empregos.

Fazenda, Etec e Monotrilho: uma breve análise histórica de um bairro

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Por Marcos Antonio Araujo

Naquela fazenda tinha um lago, as crianças brincavam e sorriam; o medo de se afogar era grande, as frutas eram tiradas do pé. A vida seguia tranquila nesse ambiente calmo e sereno. Quem passa hoje pela Avenida Sapopemba nunca irá imaginar que um dia em todo esse espaço de concreto e asfalto existia uma fazenda, cujo espaço servia para plantar uma fibra têxtil vegetal chamada juta, utilizada para ensacar produtos agrícolas, entre tantos outros. Mas o crescimento de São Paulo fez com que aquele espaço, encravado no lado leste da cidade, se tornasse uma cidade dormitório para os trabalhadores que executavam a sua atividade na área central. Mais do que isso, esse movimento não aconteceu de modo tranquilo; necessitou da luta de milhares de trabalhadores por um pedaço de chão.

Em meados da década de 80, o clima do bairro era de confronto com a polícia, barracos armados e muito sangue derramado no chão pelo sonho de ter um canto para morar. Por muito custo, foi conquistada a desapropriação do terreno, junto à Prefeitura de São Paulo. Mas a batalha estava somente no início, pois necessitava que o sonho da casa própria se tornasse realidade. Com isso, na década seguinte, os trabalhadores utilizavam os seus finais de semana de descanso para construir a tão sonhada e suada moradia, montando os mais do que organizados mutirões. Mas, para responder aos anseios dos moradores, foram necessárias construções de vários equipamentos públicos e privados, culminando na Etec de Sapopemba.

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O sonho de uma escola técnica na Fazenda da Juta era antigo, tornando-se concreto para toda a comunidade em 2007. Em seguida houve grande crescimento e valorização de toda a região ao ter anunciada a construção do monotrilho. Assim, novos ares, talvez um futuro cheio de esperança, com emprego, educação e saúde suficiente, tornou-se expectativa para toda a região, pois o desenvolvimento econômico e social do bairro gerou novos negócios, florescendo a semente plantada após muito suor e sacrifício.

Hoje, a Fazenda da Juta não é mais apenas um plano, uma batalha ganha ou perdida. É o resultado de muita luta que, em busca pela paz, gerou um novo caminho para tantas famílias. Acompanhada da Etec de Sapopemba e do projeto do monotrilho, toda a Juta caminha com o ar de quem alcançou a vitória e, agora, luta para ver todos os seus sonhos realizados.

Festa Junina da Etec de Sapopemba!

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Por Denis Le Senechal Klimiuc

Todo ano é a mesma coisa: o frio chega com o mês de junho, as igrejas preparam suas quermesses, cada escola o seu arraial e o vinho quente, quentão, canjica, milho verde, cural, pamonha e tantas outras delícias se tornam o assunto das mesas de bar e encontros familiares. E isso é muito bom! Afinal, quem não gosta de curtir uma boa festa junina e se divertir com um pouquinho de tradição?

Com esse intuito, no dia 20 de junho de 2015, das 17h00 às 22h00, o seu arraial favorito será comemorado na Festa Junina da Etec de Sapopemba! Preparada com todo o carinho em uma parceria entre alunos, professores, funcionários e toda a comunidade escolar, tal festa junina será a melhor oportunidade para você aproveitar com estilo e bom gosto essa deliciosa época do ano!

Com doces e salgados, brincadeiras, apresentações dos alunos e da banda da escola, a Kings of Juta, o dia 20 de junho será marcado por muita diversão nessa inesquecível comemoração! Aliás, que comemoração! Entre tantas apresentações e brincadeiras, você vai conferir a acirrada disputa do Mister e da Miss Caipirinha! E, enquanto você conhece um pouco mais sobre a cultura das festas juninas e como tudo se transformou no que é hoje, você também verá as fotos dos concorrentes! Venha curtir conosco!

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A forte cultura das festas juninas

Mais do que tradição, a cultura das festas juninas no Brasil atravessa gerações e, apesar de termos toda a tecnologia disponível em nossas mãos, conserva um grau de valores que dificilmente é quebrado pelos benefícios dos tempos modernos. Ao contrário, o brasileiro possui em suas raízes e costumes a vontade iminente de aproveitar o tempo frio de junho ao som de música caipira, sertaneja e forró, além de se deliciar com comidas típicas. Assim, então, comemoramos nosso inverno regados a festas juninas e julinas, em arraiais, quermesses e tudo o que temos direito.

Nascida há centenas de anos no hemisfério norte como parte das comemorações pagãs, a adaptação desse tipo de celebração passou por diversos processos: do início pagão, relacionado ao contato direto com a natureza, foi absorvido pelo cristianismo ao ter inserido os dias de Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29), todos comemorados em junho. Em consequência, os países com forte adesão ao catolicismo passaram a disseminar o hábito de comemorar os dias de tais santos, tornando-se, então, a criação de uma cultura. Em decorrência disso, cada país católico europeu passou a adaptar suas festas juninas de acordo com suas próprias tradições, permanecendo como uma celebração do dia dos santos citados logo acima. E, até hoje, permanecem com afinco para todos que desejam assim comemorar.

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O jeitinho brasileiro de transformar o que era bom em algo ainda melhor

Trazido para o Brasil pelos portugueses em plena época de colonização, o hábito da realização de festas juninas tomou conta de todo o país, com acréscimos das culturas locais, ponto forte do Brasil por sua grandiosa extensão e divergentes regionalidades, consequência que a colonização abrandada dos portugueses propôs, com a chegada de imigrantes de todas as partes do mundo. Resultado: a típica mistura de culturas neste país transformou as comemorações juninas em algo notável não só do ponto de vista folclórico, mas também turístico.

Enquanto as regiões norte e nordeste do país comemoram os dias de Santo Antônio, São João e São Pedro com celebrações que excedem as dificuldades da pobreza e da seca, transformando tal época em oportunidade de negócios e turismo, a região sudeste, por sua vez, transforma a ocasião em festas e quermesses, geralmente realizadas por igrejas, colégios, clubes e até mesmo empresas. Com isso, é notável a tradição das comemorações juninas em um país tão diversificado. Hoje, aliás, é o segundo evento mais comemorado e disseminado do país, ficando atrás apenas do Carnaval.

Por haver tantas peculiaridades que se encaixam na cultura das festas juninas e em sua época de realização, é possível compreender o porquê de tal tradição se manter intacta, apesar das liberdades poéticas dadas às músicas e alimentação oferecida em algumas regiões do país. Por exemplo: em junho é a época na qual há a colheita de milho – motivo óbvio pelo qual foram adaptados tantos alimentos.

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Além disso, a influência de alguns países se torna óbvia, se analisada por um momento: além dos traços religiosos e artísticos provenientes da colonização portuguesa, há os movimentos das danças marcadas francesas, as quais originaram as quadrilhas; por sua vez, o hábito dos fogos de artifício e afins vieram da cultura chinesa; e toda a decoração de bandeirinhas foi adaptada das fitas espanholas; além disso tudo, há aspectos dos demais países latino-americanos e de toda a África.

Por isso, mais do que um evento religioso de danças e comidas típicas, lazer, negócios e turismo, a comemoração das festas juninas é, talvez, a maior oportunidade de vivenciar o fantástico resultado da influência de diversas culturas, de todo o mundo, adaptadas à finalidade de comemorar a união e igualdade entre os povos; um jeito ideal de aproveitar amor, amizade e fraternidade em um único lugar. E, se você ainda não encontrou o melhor lugar para tudo isso, eis uma bela sugestão.