Eventos da Etec de Sapopemba

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Por Denis Le Senechal Klimiuc

A Etec de Sapopemba, localizada na Fazenda da Juta, conta com mais de 1000 alunos e 100 funcionários, entre docentes e administrativos. Dividida entre os cursos de Ensino Técnico Integrado ao Médio nas modalidades de Administração, Alimentos e Informática, possui os cursos técnicos de Administração, Alimentos, Informática, Redes, Marketing, Contabilidade, Eventos, Serviços Jurídicos, Transações Imobiliárias, Recursos Humanos e Logística, entre a sede e suas Classes Descentralizadas: CEU Sapopemba e E.E. Stefan Zweig.

Com tanta disposição para atender a sua comunidade escolar, a Etec de Sapopemba disponibiliza, também, eventos a diversas finalidades, sempre focando na integração entre alunos, professores e a região  na qual está inserida, além de manter laços frutíferos com a parte pedagógica e, também, com o comércio.. Veja, então, alguns dos eventos que mais se destacam na escola:

Festa Junina: conhecida por unir toda a comunidade escolar, o maior evento da Etec de Sapopemba ocorre, geralmente, em meados de junho. No dia, barracas de doces e salgados são montadas para a alegria dos fãs da boa comida e, além disso, diversas salas de aula contam com brincadeiras feitas por alunos de diversos cursos. Por sua vez, os alunos ensaiam com maestria danças e outras formas de apresentações, que costumam ser o ponto alto da festa.

Primavera Consciente: inicialmente, foi um dia em que alunos de todos os cursos da Etec de Sapopemba criavam oficinas, recreações e afins para crianças de toda a região na qual a escola inserida, promovendo integração e diversão para a garotada carente; hoje, os alunos promovem uma forma sem fixação na Unidade Escolar, visitando escolas e asilos e promovendo o mesmo tipo de recreação, entretenimento, aprendizado e cultura.

Semana Paulo Freire: em homenagem ao importante educador, que transformou o método pedagógico de transmissão de conhecimento ao promover aprendizado integrado, utilizando o que o ambiente propõe àquele momento de ensino, a Etec de Sapopemba criou um jeito de homenagear o pensador e pedagogo, criando trabalhos, apresentações, peças teatrais, pinturas e toda a maneira de audiovisual que a criatividade dos alunos do ETIM permite.

Kings of Juta: formada por Antonio Cavalcante (Professor Auxiliar e guitarrista), José Renato (Professor e baterista), João Henrique Bezerra dos Santos (contrabaixista), Israel Rodrigues Ezequiel de Araujo (guitarrista) e Bruna Silva (vocalista), a banda Kings of Juta é um projeto de integração entre professores, funcionários e alunos da Etec de Sapopemba, cujo desenvolvimento se iniciou com um processo seletivo e cujo nome foi votado através do Facebook da escola. Hoje, se apresentam na sede e nas Classes Descentralizadas com o intuito de promover tal integração e a difusão da boa música por toda a comunidade escolar.

Musicais a la Broadway: criado pela Professora Priscila Rodrigues, as peças baseadas em musicais da Broadway e adaptações cinematográficas fazem parte da formação anual dos segundos anos do ETIM. Os ensaios envolvem diálogos e cantorias em português e inglês e as apresentações são feitas, geralmente, na Fábrica de Cultura e no CEU Sapopemba. O desempenho dos alunos é memorável e o evento torna-se um dos momentos mais esperados do ano.

Paranapiacaba e a Pedagogia: com intuito de disseminar práticas pedagógicas através de atividades relacionadas à integração entre os docentes, a Etec de Sapopemba possui, agora, um evento diferente dos normalmente aplicados aos professores: uma reunião pedagógica feita através de um dia de caminhada e muita conversa em Paranapiacaba. O resultado: integração acima da média e disposição redobrada para as próximas oportunidades relacionadas.

 

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Kings of Juta – A música como ferramenta de um desenvolver-se mais HUMANO

Kings of Juta - Integrantes

Kings of Juta – Integrantes

Por Antonio Cavalcante

A Banda Oficial da Etec de Sapopemba: Kings of Juta (nome escolhido pelos alunos em votação realizada aqui no blog) é um Projeto desenvolvido pelo Prof. do Curso Técnico em Redes – José Renato e coordenado, juntamente, com o Auxiliar Docente – Antonio Cavalcante. Onde, por meio da música (mesmo que indiretamente) são trabalhados aspectos que passam longe de apenas pegar um instrumento, afiná-lo e tocá-lo.

À luz da Psicologia Social, como sendo uma das inúmeras teorias possíveis de se analisar e conceituar o que ocorre nesse meio, podemos discorrer sobre a formação de um Grupo Social. Haja visto que a banda é formada por alunos e funcionários (cada qual com suas características próprias, herdadas de suas histórias pregressas, trabalhadas e trazidas para as relações do dia a dia), agora, desempenhando os mesmos papéis sociais, desconfigurando o padrão ao qual estão “empregados”, onde os alunos desempenham os seus próprios e os funcionários assim também os fazem, o que podemos “tirar” disso? Há algo benéfico? Ou há apenas um momento onde todos se unem em prol de um ideal, doando aquilo que sabem fazer e que, trata-se de algo em comum entre todos, visto que o resultado final disso é a música… Resumindo: compartilham de um hobby?

O que ocorre nesse processo (da montagem de um setlist até os ensaios) é um conflito de individualidades. Como explica a Filósofa Silvia Lane: “O viver em grupos permite o confronto entre as pessoas e cada um vai construindo o seu “eu” neste processo de interação, através de constatações de diferenças e semelhanças entre nós e os outros”. E, por fim, quando diante do público, na hora de demonstrar tudo aquilo o que foi trabalhado, passa-se por uma relação público – banda, onde um determina o comportar-se do outro. Em outras palavras, o se comportar dos elementos da banda afeta o comportamento do público e vice-versa. Temos aí, o que na Psicologia Comportamental chamamos de Tríplices Contingências (Estímulo -> Resposta -> Consequência).

Por fim, não há como não dizer que não há algo benéfico. Um indivíduo, a partir do momento em que passa a desenvolver uma atividade que considere prazerosa, como tocar algum instrumento ou cantar (busquemos nos enquadrar nisso), ele se doará ao máximo para a mesma, onde um conjunto de características bio-fisio-sócio-psicológicas peculiares ao indivíduo vão sendo alteradas neste processo. E nesse alterar podemos, porquê não, dizer que ele passa a se desenvolver melhor e não vamos focar em seu papel “aluno”. Ele passa a se desenvolver melhor como SER HUMANO.

Parafraseando Mário Quintana: “As músicas não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. As músicas só mudam as pessoas.”