ALINE E JUNIOR: O CASAL DA ETEC DE SAPOPEMBA

Na Mosca Convida: Aline e Junior

Eu, Aline, iniciei meus estudos na Etec de Sapopemba em 2009, na primeira turma do Ensino Médio. Em 2010, quem ingressou foi o Junior. No ano que ele entrou na Etec, acabamos nos conhecendo, pois peguei amizade com algumas pessoas da sala dele, porém só nos cumprimentávamos em rodas de amigos e nos corredores da escola. Porém a nossa história iniciou para valer em abril deste mesmo ano, no passeio à Aldeia Indígena Krukutu. As nossas salas foram juntas, no mesmo ônibus. Eu com o pessoal da minha sala no fundo do ônibus e ele com a turma dele pra frente. Não demorou muito e nós que estávamos no fundo escutamos que alguém estava cantando e tocando nos bancos da frente. Eu, sempre muito curiosa, fui ver quem estava tocando e me deparei com ele tocando o violão e ao mesmo tempo cantando sertanejo. Ninguém estava sentado naquela área. Formou-se uma espécie de rodinha dentro do ônibus. Num certo momento, me soltei, foi quando o ônibus freou e eu quase cai, se não fosse por um detalhe, o Junior me segurou. Nesse momento houve a nossa primeira troca de olhares. Fiquei muito tímida por quase ter levado um tombo no meio de todo mundo, por ele ter me segurado e por aquelas trocas de olhares. Não pensei duas vezes e voltei ao meu lugar. Não demorou muito e ele estava sentado do meu lado.

Todos estavam na torcida para que a gente ficasse, mas eu estava resistindo. Na ida foi só conversas, já na volta ele insistiu para que ficássemos juntos e quase chegando à escola não resisti. Inicialmente houve pressão de todos, mas com o passar dos dias, continuamos ficando. Foi quando começamos um “namoro”. Eu conheci a mãe dele e ele conheceu a minha durante um minicurso, organizado pelo curso Técnico em Alimentos. Mas esse namoro não durou muito. Cerca de umas duas semanas aproximadamente. O legal foi que, terminando o namoro, a amizade permaneceu. E foi uma amizade muito bacana, pois conversávamos bastante. Ele me falava sobre o atual relacionamento dele e eu até conselhos pedia.

Em 7 meses de amizade, descobri que ele não estava mais namorando e foi quando nos aproximamos ainda mais. Cheguei a convidar ele e os pais dele para irem ver a peça de teatro que eu e toda a minha sala iríamos apresentar. Em novembro de 2010 era o aniversário da minha amiga, que até então era da sala dele. Organizei para ela uma festa surpresa com algumas pessoas da sala deles, incluindo ele. Essa amiga sempre torceu e fez de tudo para que nós ficássemos juntos. Enfim, depois da festa surpresa e do horário de saída da escola, eu teria que ir embora para almoçar e voltar para o técnico. Quando voltei, trouxe um pedaço de bolo para que ele levasse para a mãe dele. Desde a minha volta para a escola, até o momento que o sinal tocou, fiquei na Biblioteca com ele, pois ele estava aguardando o horário para ir para um curso que estava fazendo. Ficamos muito juntos, mãos dadas e aquele clima. Quando o sinal tocou e eu ia subir pra sala, ele tentou me beijar. No primeiro momento não aceitei, por causa da timidez, mas na segunda tentativa não resisti. A partir de então começamos a namorar de verdade.

Já passamos por muitas coisas juntos… Mas, muitas mesmo! Afinal, mais de 06 anos juntos, não é pouco! Em novembro de 2016 completamos 06 anos de namoro, porém com um detalhe… Dessa vez, casados. No dia 11 de Junho de 2016, às 12h, no Cartório de São Mateus, oficializamos nossa união, dizendo SIM um ao outro e nos casando oficialmente.

Essa é um pouquinho da nossa história. Os estudantes que iniciaram o namoro na Etec de Sapopemba e que hoje estão casados!!!

Aline Marchetti de Barros Freitas (Turma do Ensino Médio 2009 – 2011 e Ensino Técnico em Alimentos 2º/2010 – 2º/2011) e Aldemir Freitas Junior (Turma do Ensino Médio 2010 – 2012 e Ensino Técnico em Informática 1º/2011 – 1º/2012). #EtecdeSapopemba10anos

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Festa Junina da Etec de Sapopemba!

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Por Denis Le Senechal Klimiuc

Todo ano é a mesma coisa: o frio chega com o mês de junho, as igrejas preparam suas quermesses, cada escola o seu arraial e o vinho quente, quentão, canjica, milho verde, cural, pamonha e tantas outras delícias se tornam o assunto das mesas de bar e encontros familiares. E isso é muito bom! Afinal, quem não gosta de curtir uma boa festa junina e se divertir com um pouquinho de tradição?

Com esse intuito, no dia 20 de junho de 2015, das 17h00 às 22h00, o seu arraial favorito será comemorado na Festa Junina da Etec de Sapopemba! Preparada com todo o carinho em uma parceria entre alunos, professores, funcionários e toda a comunidade escolar, tal festa junina será a melhor oportunidade para você aproveitar com estilo e bom gosto essa deliciosa época do ano!

Com doces e salgados, brincadeiras, apresentações dos alunos e da banda da escola, a Kings of Juta, o dia 20 de junho será marcado por muita diversão nessa inesquecível comemoração! Aliás, que comemoração! Entre tantas apresentações e brincadeiras, você vai conferir a acirrada disputa do Mister e da Miss Caipirinha! E, enquanto você conhece um pouco mais sobre a cultura das festas juninas e como tudo se transformou no que é hoje, você também verá as fotos dos concorrentes! Venha curtir conosco!

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A forte cultura das festas juninas

Mais do que tradição, a cultura das festas juninas no Brasil atravessa gerações e, apesar de termos toda a tecnologia disponível em nossas mãos, conserva um grau de valores que dificilmente é quebrado pelos benefícios dos tempos modernos. Ao contrário, o brasileiro possui em suas raízes e costumes a vontade iminente de aproveitar o tempo frio de junho ao som de música caipira, sertaneja e forró, além de se deliciar com comidas típicas. Assim, então, comemoramos nosso inverno regados a festas juninas e julinas, em arraiais, quermesses e tudo o que temos direito.

Nascida há centenas de anos no hemisfério norte como parte das comemorações pagãs, a adaptação desse tipo de celebração passou por diversos processos: do início pagão, relacionado ao contato direto com a natureza, foi absorvido pelo cristianismo ao ter inserido os dias de Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29), todos comemorados em junho. Em consequência, os países com forte adesão ao catolicismo passaram a disseminar o hábito de comemorar os dias de tais santos, tornando-se, então, a criação de uma cultura. Em decorrência disso, cada país católico europeu passou a adaptar suas festas juninas de acordo com suas próprias tradições, permanecendo como uma celebração do dia dos santos citados logo acima. E, até hoje, permanecem com afinco para todos que desejam assim comemorar.

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O jeitinho brasileiro de transformar o que era bom em algo ainda melhor

Trazido para o Brasil pelos portugueses em plena época de colonização, o hábito da realização de festas juninas tomou conta de todo o país, com acréscimos das culturas locais, ponto forte do Brasil por sua grandiosa extensão e divergentes regionalidades, consequência que a colonização abrandada dos portugueses propôs, com a chegada de imigrantes de todas as partes do mundo. Resultado: a típica mistura de culturas neste país transformou as comemorações juninas em algo notável não só do ponto de vista folclórico, mas também turístico.

Enquanto as regiões norte e nordeste do país comemoram os dias de Santo Antônio, São João e São Pedro com celebrações que excedem as dificuldades da pobreza e da seca, transformando tal época em oportunidade de negócios e turismo, a região sudeste, por sua vez, transforma a ocasião em festas e quermesses, geralmente realizadas por igrejas, colégios, clubes e até mesmo empresas. Com isso, é notável a tradição das comemorações juninas em um país tão diversificado. Hoje, aliás, é o segundo evento mais comemorado e disseminado do país, ficando atrás apenas do Carnaval.

Por haver tantas peculiaridades que se encaixam na cultura das festas juninas e em sua época de realização, é possível compreender o porquê de tal tradição se manter intacta, apesar das liberdades poéticas dadas às músicas e alimentação oferecida em algumas regiões do país. Por exemplo: em junho é a época na qual há a colheita de milho – motivo óbvio pelo qual foram adaptados tantos alimentos.

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Além disso, a influência de alguns países se torna óbvia, se analisada por um momento: além dos traços religiosos e artísticos provenientes da colonização portuguesa, há os movimentos das danças marcadas francesas, as quais originaram as quadrilhas; por sua vez, o hábito dos fogos de artifício e afins vieram da cultura chinesa; e toda a decoração de bandeirinhas foi adaptada das fitas espanholas; além disso tudo, há aspectos dos demais países latino-americanos e de toda a África.

Por isso, mais do que um evento religioso de danças e comidas típicas, lazer, negócios e turismo, a comemoração das festas juninas é, talvez, a maior oportunidade de vivenciar o fantástico resultado da influência de diversas culturas, de todo o mundo, adaptadas à finalidade de comemorar a união e igualdade entre os povos; um jeito ideal de aproveitar amor, amizade e fraternidade em um único lugar. E, se você ainda não encontrou o melhor lugar para tudo isso, eis uma bela sugestão.