História do bairro

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Por Denis Le Senechal Klimiuc

Quem estuda na Etec de Sapopemba sabe que o bairro no qual a escola está inserida, Fazenda da Juta, nasceu e cresceu em consequência de luta e muito suor do povo que, avistando uma região ainda inexplorada, batalhou para construir seu lar naquela terra e, assim, poder dar um futuro ao menos digno a sua família. Como foi belamente citado por nosso redator, Marcos Antonio Araujo, a região da Fazenda da Juta é resultado de um marco histórico, no qual, pouco a pouco, o desenvolvimento é pautado como principal foco e, assim, há oportunidade de enxergar um futuro melhor.

Além da Fazenda da Juta, a região na qual a Etec de Sapopemba está comporta, ainda, dois bairros, próximos por sua população batalhadora, mas distintos pela história de cada um: Sapopemba e São Mateus. O primeiro, originalmente chamado de Monte Rosso por possuir aquela terra avermelhada, própria para a confecção de tijolos e telhas, ganhou o atual nome em homenagem à árvore amazônica Sapopema e, assim, desenvolveu-se como um dos principais polos educacionais da periferia de São Paulo.

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Crescimento de São Mateus, Sapopemba e Fazenda da Juta

Com a população original do bairro desenvolvida pelos portugueses, Sapopemba passou a chamar a atenção do restante da população da cidade por suas extensas terras que, hoje habitadas por milhares de famílias, trouxeram a oportunidade de moradia e emprego tanto na região quanto em todo o ABC Paulista. Assim, desde sua fundação, em 1910, Sapopemba torna-se não só o responsável pela escola de samba Combinados de Sapopemba, mas também como um dos maiores focos de esperança àqueles que procuram por educação, segurança e saúde: necessidades básicas do ser humano que, na região, são atendidas por boas escolas, hospitais e desenvolvimento de transporte público de qualidade – projetos em andamento ou planejamento.

O outro bairro, São Mateus, remete ao século XIX – mais precisamente a 1842. Na época, era uma fazenda gigantesca que, com criação de cavalos, entre outras coisas, foi dividida em cinco glebas e, assim, tornou-se apta à exploração da terra. Pouco a pouco, então, tomou proporções de cidade e, hoje, é um dos mais populosos, completos e atraentes bairros da cidade, com capacidade de comércio que abrange tanto atacado quanto varejo, além de contar com vias de fácil acesso, como a própria Avenida Sapopemba, Mateo Bei, Ragheb Chohfi e parte da Jacu Pêssego.

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Um futuro melhor, sim!

Portanto, se você estuda na Etec de Sapopemba, saiba que a região em que você passa suas preciosas horas inserindo valiosas informações em sua cabeça é uma semente muito bem plantada de suor, trabalho e esperança por um futuro melhor. Antes, fazendas de uma região inexplorada, repleta do verde que tanto fez gados e plantações reinarem. Hoje, com a demanda de uma cidade como São Paulo, é o lugar no qual o desenvolvimento reina e, mesmo que a passos pequenos, amplia a esperança de quem busca por um futuro cada vez melhor, digno e justo. Como você, que estuda e aprende que o futuro está, sim, batendo à sua porta.

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A situação do emprego na região da Fazenda da Juta

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Por Marcos Antonio Araujo

“Nesse lugar, eu só venho para dormir”. Essa frase sintetiza o sentimento que é morar na região da Fazenda da Juta. Por ser considerada uma cidade dormitório, a mesma não gera renda e empregos de forma acentuada para seus moradores. Verificamos que os empregos gerados na região são, em sua maioria, de equipamentos públicos e do comércio. Isso faz com que seus moradores se locomovam a grandes distâncias para buscar o seu sustento, diminuindo, assim, a qualidade de vida e aumentando a lotação do transporte coletivo, além de diminuir a circulação de capital em seu espaço. Então, como podemos gerar empregos na região e torná-la mais dinâmica social e economicamente?

Com isso, devemos ter em mente que sem a união dos diversos atores sociais (moradores, comércio, órgãos públicos) não chegaremos ao objetivo alcançado. Primeiramente, temos que proporcionar um ambiente seguro para atrair capital e investimentos externos, adotando políticas públicas e privadas na área de segurança, para que a região seja um ambiente propício na instalação de novos empreendimentos empresariais e, por consequência, um público disposto a gastar seu dinheiro na região.

Para agregar, pensamos num setor que vem sento utilizado por muitas cidades brasileiras para aquecer sua economia local, gerando renda e emprego – e esse setor é a cultura. Vimos que a cultura está na culinária, na moda, no artesanato e nos eventos culturais, está em tudo o que o ser humano produz. A cultura transformaria a região e isso geraria um círculo virtuoso positivo de investimentos, renda e empregos.