Sexo seguro e ponto final!

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Por Denis Le Senechal Klimiuc

Não há dúvidas de que sexo sem camisinha não é a melhor opção para quem não quer ter um filho neste momento ou, na pior das hipóteses, ganhar uma DST para jamais se esquecer. O prazer, nesse caso, vai por água abaixo e a lembrança torna-se cada vez mais amarga. Que tal, então, deixar a possibilidade de coisas ruins ou indesejadas ou inesperadas ou… Bom, você sabe: sexo seguro e ponto final!

Em São Paulo, cidade mais populosa do país, o índice de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), aumenta gradativamente com o passar dos anos, apesar de toda a informação disponível para prevenção, além de preservativos distribuídos em postos de saúde, escolas, hospitais e até mesmo em empresas e faculdades. Segundo um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, casos de Aids aumentaram 21,5% nos últimos 9 anos, resultando em alerta máximo contra essa doença, assustadora e devastadora há mais de 30 anos; são quase 107.000 pessoas vivendo com a doença somente em São Paulo.

No país, o Ministério da Saúde especulou que, até 2012, foram 656.701 casos da doença registrados, desde que passou a ser contabilizada, em 1980. Por outro lado, o país torna-se um dos principais combatentes à Aids, com campanhas e distribuição massiva de preservativos – este o meio mais barato e seguro de se proteger contra tal doença ou qualquer outra relacionada à prática sexual.

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Doenças que (infelizmente) não saem de moda

Aliás, além da Aids, o risco de transar sem camisinha é gigantesco também para adquirir outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, como:

– Clamídia: tipicamente feminina, dá ocorrências de corrimento vaginal, sangramento, queimação ao urinar e dores, como no abdômen e lombar, além de febre e náusea constantes;

– Gonorreia: Pode não apresentar sintomas, mas, se transparecer, podem ocorrer dores ou queimações ao urinar, dor durante o ato sexual e infecções na garganta, olho e ânus, dentre outros sintomas.

– Sífilis: pode aparecer como apenas uma ferida, mas progride vagarosamente e culmina em feridas mais graves, pontos avermelhados, febre, perda de cabelos, dor de cabeça, perda de peso, dores musculares e cansaço, entre outros sintomas.

Lembrando que as doenças citadas acima são apenas o básico sobre tantas outras Doenças Sexualmente Transmissíveis. Se você tiver dúvidas ou apresentar algum sintoma citado, vá até o médico de sua confiança ou a um posto de saúde e procure por exames, além de realizar teste sanguíneo. Saiba que o crescimento vertiginoso de tantas doenças se apresenta na faixa etária na qual ocorrem as maiores descobertas sexuais: entre os 15 e os 24 anos. Por isso, se você é ou pretende ser sexualmente ativo, lembre-se de que a camisinha está em diversos lugares para ser colhida e usada. Com inteligência, é claro.

Não caia na armadilha de deixar o uso do preservativo para somente durante o ápice do ato sexual. Seja ele vaginal, anal ou oral, o sexo é sexo e os perigos ocorrem em todos os lugares. Já sabia disso, não é? Que bom! Então espalhe que o sexo deve ser seguro. E ponto final!

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